Soroprevalência de anticorpos contra o vírus da cinomose canina, parvovírus e adenovírus em cães de um abrigo de animais brasileiro

Publicado em: 15/11/2023

Este estudo teve como objetivo identificar e comparar a seroprevalência para o vírus da cinomose canina (CDV), do parvovírus canino (CPV) e do adenovírus canino (CAV) entre cães recém-admitidos e já abrigados. Cento e vinte e dois cães com mais de seis meses de idade e não vacinados na admissão foram amostrados e divididos em dois grupos: (A) cães recém-admitidos e (B) cães abrigados por pelo menos dois meses. Os soros foram coletados para determinar os títulos de anticorpos IgG contra CDV, CPV, e CAV. Realizou-se uma análise descritiva das amostras e um teste de qui-quadrado para investigar a relação entre os elementos potenciais associados aos títulos de anticorpos protetores. Os resultados foram: 56,5% dos cães tinham níveis de anticorpos protetores para todos os três patógenos. Os cães do grupo A tinham títulos menores em comparação com os do grupo B para todos os três patógenos, com diferenças significativas para CDV e CAV. Não foi encontrada diferença significativa entre a proporção de cães soropositivos e a sua idade ou o seu estado reprodutivo. O estudo sugere que os patógenos examinados podem circular no abrigo de animais e que os cães podem estar mais expostos a esses patógenos no abrigo do que no ambiente urbano. Portanto, um programa de imunização eficaz deve ser realizado em todos os animais na admissão em abrigos.
Palavras-chave: anticorpos protetores, abrigos para animais, efeito rebanho, imunização

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